quinta-feira, 1 de março de 2012

PARABÉNS AOS 447 ANOS DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, ETERNAMENTE MARAVILHOSA!



O Rio de Janeiro está comemorando hoje 447 anos, 1 de Março de 2012. Apesar de não termos muito a comemorar, numa perspectiva política, — a cidade vive a maior crise ética na política nunca vista antes nas esferas dos governos estadual e municipal — o povo do Rio de Janeiro, simpático por natureza, continua a tocar a vida com muito trabalho e muita luta. E o nosso patrimônio natural, que rendeu o título de uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo, encanta esplendorasamente cariocas, brasileiros e estrangeiros — o mundo.
Aproveito a oportunidade para pedir as autoridades públicas que, embora não acredite no sentimento de amor pela cidade destes representantes que aí estão, tenham no mínimo responsabilidade com as nossas Praias, Florestas e Jardins; Educação, Saúde e Segurança; Ética Pública, Honestidade e Fraternidade; mas acima de tudo, com a nossa GENTE TRABALHADORA. Também, chamo atenção das igrejas cariocas! Que façam a sua parte em cuidar da cidade, porque afinal de contas, o Dono dessa maravilhosa jardineira nos colocou como seus mordomos.

Um abraço à cidade maravilhosa do Rio de Janeiro,

M.O.O.
Rio de Janeiro – RJ.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ATÉ BREVE, REV. ROBINSON CAVALCANTI!


Havia preparado um post para publicar nesta sexta-feira, como sempre procuro fazer, sobre uma reflexão de Dom Robinson Cavalcante, Bispo anglicano de Recife, Penanbuco. Quando hoje, segunda-feira, sou pego desprevenido por uma notícia trágica: o casal, Rev. Robinson Cavalcante e D. Mirian Cotia, foi tragicamente assassinado pelo enteado advindo dos Estados Unidos (Segundo informações da Diocese anglicana de Recife e do Diário de Pernanbuco).
Espero que pessoas más intencionadas não utilizem essa tragédia para dizer que o juízo de Deus se abarcou sobre o Reverendo devido sua "ideologia satânica" e ligações com a esquerda do PT. Mas como cristãos, chocados com tamanha barbaridade, estejamos consternados pela perda de um grande homem de Deus e teólogo brasileiro que influenciou gerações.
Em homenagem ao Rev. Cavalcante, publico essa lúcida reflexão dos rumos da administração eclesiástica cada vez mais secular, que vem marcando a liderança evangélica brasileira através dos tempos. 
Até breve Dom Robinson Cavalcante!



Quando os Não-Convertidos Controlam a Igreja


Por

Dom Robison Cavalcante

Quando universitário e militante da Aliança Bíblica Universitária (ABU), fui discipulado por quatro anos pelo missionário batista inglês Dionísio Pape, nos encontrando para estudar a Bíblia, orar, compartilhar e discutir sobre textos e eventos a cada quinta-feira após o jantar. Certa vez ele me chamou a atenção para uma das razões para a crise teológica e moral que começava a marcar o Velho Mundo: “O problema é que os não-convertidos tomaram o controle das Igrejas” (vulgo “denominações”). Esses não-convertidos, além de se moverem por convicções e agendas seculares, tendem (pela carne e pela assessoria de satanás) a perseguir os convertidos que se mantêm fiéis ao ensino apostólico. No caso das Igrejas dos Estados Unidos hoje, dizia, em meu gabinete no Centro Diocesano Arcebispo George Carey, um professor-titular do Seminário Trinity, Ambridge, Pensilvânia, que no tempo da Guerra do Vietnã os seminaristas eram dispensados de servir ao exército, gerando um artificial “reavivamento” de vocações, com as escolas de profetas superlotadas. Acabada a guerra, a maioria se mandou de volta para o mundo, alguns se converteram, mas um grupo apenas ficou e se profissionalizou. “Agora – dizia ele – os hippies viraram bispos...”.

Em todos os ramos da Igreja, encontramos três tipos gerais de membros (com seus subtipos):
a) os por tradição;
b) os por adesão;
c) os por conversão.

primeiro tipo sempre ocorre a partir da segunda geração, os “filhos de crentes”ou “netos de Deus”, desde os que, batizados na infância, apenas reafirmam a sua profissão de fé a cada dez anos diante do recenseador (“crentes de IBGE”), aos“sociais” ou de ritos de passagem, que aparecem em batizados, enterros e casamentos, aos “ocasionais”, também conhecidos como “bissextos”, ou“crentes-de-vez-em-quanto” (mantendo seu nome no rol de membros e dando uma ofertinha ocasional). Mas há os que permanecem no dia-a-dia da Igreja tida como um bom ambiente, das velhas amizades, em uma espécie de “espírito rotário”(clubes de serviço), chegando a ocupar cargos, até a serem ordenados pastores. O Dr. Billy Graham nos dizia, certa ocasião, que conheceu um desses profissionais da religião não-convertidos, que um dia se converteu respondendo ao seu próprio apelo em um sermão evangelístico (sem convicções) por ele mesmo proferido...
segundo tipo é dos que aderiram porque gostaram das pregações, dos ambientes, ou se casaram com um (a) membro, participaram de um movimento tipo Encontro de Casais com Cristo (ECC), procurando adotar aspectos da ética cristã... e foram ficando... Alguns são boa gente, mas, em relação ao evangelho, têm apenas uma vaga noção, e nunca nasceram de novo. Alguns terminam por abandonar a Igreja, outros se tornam ocasionais e outros ainda, chegam, até a, finalmente, se converter. Nas igrejas de classe média para cima, onde entra o fator “status”, o número dos por adesão tende a crescer.
terceiro tipo é o que o popular chamaria de “crente de mesmo”: os que tiveram o conhecimento, a convicção e a conversão, o novo nascimento, respondendo à Graça irresistível, reconhecendo a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, comprometidos em segui-lo como único Senhor. Apesar dos “joios” e dos hereges de todos os tempos, o Cristianismo é mais sadio quando eles são maioria e governam as instituições em piedade e temor de Deus.
O que arrebentou com a Igreja na Europa e está no mesmo caminho na América do Norte, já chegou ao Brasil de quartas e quintas gerações de evangélicos (sem falar nas massas nominais/sincréticas da Igreja de Roma): abjurantes e não-convertidos estão tomando o controle de algumas instituições eclesiásticas, em um “abraço de afogado”, levando-as a afundar. Essa gente range os dentes diante dos convertidos, procurando destrui-los, afastá-los de cargos e influências, forçando-os a engolir de goela abaixo suas heresias doutrinárias e éticas, enquanto se locupletam – como bons carreiristas – das benesses do poder.
Aos convertidos, cabe, ao menos, resistir, denunciar, desmascarar, reafirmar, retomar ou recriar, no poder do Espírito Santo. Aleluia!

Paripueira (AL), 11 de fevereiro de 2012,
Anno Domini.

Fonte: http://www.bisporenatosuhett.com/2012/02/pronunciamento-oficial-dom robinson.html


MEU COMENTÁRIO:

A análise do Dom Robison Cavalcante, você concorde ou não, sempre é bem fundamentada e portadora de muita lucidez. Nessa pequena, mas profunda reflexão, ele aponta o mal a assolar as igrejas locais: a ordenação de pessoas a cargos eclesiásticos sem a mínima vocação, convicção, paixão, essência e chamada divina para executar aquilo que lhe foi reportado como obra de Deus.  
O líder ecliástico que não ama GENTE e não se importa com o SOFRIMENTO HUMANO, a ponto de se tornar indiferente e cínico pelo o ativismo religioso, transforma-se num dos piores seres dessa terra. Sem Evangelho, sem Cristo e sem Amor! Então, podemos nos perguntar: Como conciliar a simplicidade de Jesus de Nazaré com a vida nababesca daqueles que se locupletam da inocência religiosa alheia? Como conciliar a chamada do Meigo Nazareno com o plano de carreira eclesiástico nepotista? Não. Não há conciliação para isso! Que haja vergonha entre nós para jamais brincarmos com a experiência da fé alheia. 

Rio de Janeiro – RJ.