segunda-feira, 2 de novembro de 2015

QUANDO A DOR DA MORTE E DO LUTO CHEGAR

Em algumas partes do meio evangélico pentecostal, uma mãe chorar a morte do filho ou a esposa sofrer a partida repentina do esposo é “pecado”. Quer-se a todo custo que a pessoa enlutada permaneça firme na “obra de Deus”. Infelizmente, esse pensamento faz parte de uma perspectiva teológica equivocada e sem contexto de que os “mortos devem enterrar o seus mortos” e de que não há tempo para o “servo de Deus” sofrer as agruras da vida porque a “obra de Deus” não pode parar. Pessoas que pensam assim, não têm noção de que a maior obra de Deus, neste caso, é consolar quem perdeu o seu ente querido: “Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.26,27).
Que tristeza ver pessoas se desumanizarem em nome de uma fé que nada tem a ver com o Evangelho! Pior ainda é contemplar gente disferindo ataques contra o dia de finados pensando defender a fé cristã. Não vou tão longe, no sentido de fazer culto aos mortos, pois pelo Evangelho eu sei que Deus é o Deus de vivos e que quaisquer pessoas que, em Cristo, passaram da vida para morte estão vivas. Entretanto, a memória de quem se foi deve ser preservada sim. A mãe deve viver o luto da passagem do seu filho. Ora, imagine a dor! Imagine o sofrimento! Imagine a angústia!
No luto, o tempo é de parar e de se recolher. É tempo de repensar a vida. É tempo da comunidade dos santos sair das quatro paredes para consolar, abrandar o sofrimento e dar o absoluto apoio para a pessoa enlutada. Não é tempo de cobrar a ausência aos cultos da pessoa enlutada.
Por favor, não faça isso!
Embora eu entenda que pode haver a mais pura e doce intenção nessa cobrança, isso soa despreocupação com o estado existencial de quem perdeu o ente querido.
Recentemente, aconselhei uma pessoa dilacerada pela dor da perda e pela dor de não ter achado em sua igreja local o consolo e o abraço amigo. Isso ocorreu fora do Rio de Janeiro.
Como é triste batalhar a vida inteira pela causa do Evangelho e quando se mais precisar não achar apoio onde deveria havê-lo em primeiro lugar: “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações” (Tg 1.27).
Com muito amor e carinho, a senhora sofrida ouviu de minha boca as palavras pelas quais passo a relatar: Minha irmã, ignore totalmente as palavras de quem pensa assim, pois ela não sabe o que diz. Não adianta persistir! Essa pessoa não entenderá o que realmente importa na causa do Evangelho. Quanto à senhora, chore a morte da sua filha. Chore, porque Jesus chorou a morte do seu amigo Lázaro, o que significa que o nosso Senhor compreende bem o que a senhora está sentindo. Leia diariamente os salmos 23 e 38. Esses salmos me confortaram muito quando fui atacado pela depressão. Leia-os orando, pedindo misericórdia e graça ao Senhor. Tenho certeza de que o nosso Senhor não lhe abandonará, como não me abandonou. Se puder, faça uma viagem com suas outras filhas e esposo. Vá para bem longe, procure está mais próxima daqueles que te amam e lhe querem bem. Isso não vai sarar a dor da perda, porque não há nada que repare a dor de uma mãe que perdeu uma filha, mas tais atitudes certamente lhe trarão consolo e esperança. Mais paz e equilíbrio, sabendo que a sua filha amada agora está viva com o Pai.
Com isso, o Corpo de Cristo deve consolar uns aos outros para todos tenhamos esperança em Deus (1 Ts 4.18).
Que essa humilde palavra também possa servir de consolo e paz para você, seja a que cobra o outro, ou seja a pessoa enlutada.
Paz e Bem!

sábado, 31 de outubro de 2015

Hoje, 31 de Outubro, dia da Reforma Protestante.

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Uma doutrina que eu destacaria neste dia é "o Sacerdócio Universal dos Crentes". A ideia de que não temos um intermediário entre Deus e o seu povo, senão Jesus Cristo, foi e é muito cara aos protestantes.
Atualmente, no meio evangélico, há milhares de pessoas que desconhecem a doutrina bíblica de que ninguém pode se denominar "representante de Deus sobre outras pessoas".
Há muitos entre nós que criticam a infalibilidade papal, mas que se mostram autoridades infalíveis em suas comunidades eclesiásticas. Não são papas apenas por falta de oportunidade e exercem essa "autoridade papal" em seus pequenos territórios. Não se mostram como pessoas comuns, que tiveram uma experiência com Deus e estão ali apenas para fazer um trabalho de mentoria espiritual e de edificação para o Corpo de Cristo; mas como uma "autoridade autoritária" que não tem compromisso com o Corpo de Cristo, mas somente com os seus próprios caprichos.
No Reino de Deus, somos todos sacerdotes sob a autoridade de um único Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, o nosso Senhor:
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.9).
No dia de hoje, não só hoje, exerça o seu ofício de sacerdote da Nova Aliança entrando com ousadia ao Trono da Graça de Deus, tendo a certeza de que ali há um Sumo Sacerdote igual a nós e que em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.14-16).
Um final de semana de muitas bênçãos!
Paz e Bem!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Acolhido por Deus

Dê uma olhada nesta porção do Evangelho:
“Jesus o viu deitado e, sendo informado de que ele estava nesse estado já desde muito tempo, disse-lhe: ‘Queres ficar curado?’ [...] E imediatamente o homem ficou curado; tomou a maca e andava. Ora, aquele dia era um dia de sábado” (Jo 5.6,9; cf. 5.1-18).
É comum falarmos: “Deus é misericordioso”; “Deus é bom”; “Deus é amor”; “Pai da misericórdia”. Mais que expressarmos a bondade de Deus, eu e você precisamos experimentá-la.
O enfermo do capítulo 5 do Evangelho de João era considerado impuro e pecador. O dia que Jesus escolheu devolver a vida para ele era SÁBADO. Neste dia, para a tradição judaica, carregar “maca” ou somente “andar” era pecado contra a Lei.
Deus é bondoso!
Jesus, misericordioso!
Ele curou num sábado!
Para Jesus, embora sejam importantes e tenham certo sentido, se as convenções dos homens prejudicarem a dignidade humana, Ele as relativiza para fazer o bem: porque a Lei do Amor é maior que a lei dos homens.
A Lei do Amor é divina!
Você caiu e se machucou no chão da vida, da sua existência? Tudo bem! É doloroso, sofrido e angustiante. Mas pare um pouquinho e reflita:
Não é o fim!
A sua existência não desmoronou!
Você é imagem e semelhança de Deus!
Sinta-se acolhido (a) pelo amor do Pai. No momento do assombro do desespero, precisamos, e devemos, experimentar a misericórdia graciosa do Altíssimo. Ainda que as opiniões humanas, muitas vezes não lembrem em nada o amor de Deus. Porém, o Evangelho apresenta esse amor nas últimas consequências.
Deus ama você!
Jesus ama você!
Portanto, há razões de sobra para o seu dia se tornar doce.
Paz e Bem!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Patriarcas e Matriarcas dos Tempos Bíblicos: Os Primórdios do Povo de Deus

Por Marcelo Oliveira de Oliveira

Nas Sagradas Escrituras, algumas personagens se destacam pelo exemplo de fidelidade a Deus, de amor e compromisso pela própria comunidade ― no caso do Antigo Testamento, o amor deles pela família nuclear e, posteriormente, pelo clã[1]. Normalmente, elas se destacam como homens, e somente lembramos o aspecto masculino dessas personagens nômades, esquecendo-nos de que, igualmente, as mulheres desempenharam um papel importante junto ao povo de Deus e para a história política, social e religiosa de Israel e, principalmente: para a Igreja. Me refiro aos patriarcas e as matriarcas dos tempos bíblicos: Abraão e Sara; Isaque e Rebeca; Jacó e Raquel.

As narrativas bíblicas desses patriarcas e matriarcas estão nos capítulos 12 a 50 do primeiro livro da Bíblia, o Gênesis. Em teologia, os estudiosos classificam “narrativas patriarcais” às histórias dos três casais, que juntamente com os seus filhos, formam a pré-história da nação de Israel. Antes de a nação tomar posse da terra de Canaã, havia memórias, histórias com base na oralidade do povo ancestral daquela geração que conquistou Canaã, contadas pelos ancestrais e reunidas por um autor[2] a fim de formar a história tribal mais antiga do povo de Israel; antes mesmo de começar a viver como tribos na antiga Palestina.

Então o que representava os principais patriarcas e matriarcas dos tempos bíblicos?

1. Abraão e Sara. O nome Abraão significa “pai de uma multidão”. Em Cristo ele é o nosso pai na fé (Gl 3.6-9). É com Abraão que se inicia a história da salvação da reconciliação de Deus com o mundo todo: a história da salvação. Exemplo de fidelidade a Deus, Abraão partiu para uma terra desconhecida crendo na promessa. Sua grande prova de fé foi a entrega de seu filho para ser sacrificado. Sua esposa Sara (cujo nome significa princesa) é a mãe de uma multidão que também disse sim a promessa de Deus, que em Cristo é a nossa mãe na fé.

2. Isaque e Rebeca. Isaque significa “Deus ri”. Filho de Abraão e Sara, quase foi sacrificado pelo pai. No final de sua vida foi enganado pela sua esposa, Rebeca, e por seu filho, Jacó, em troca da bênção da primogenitura. Rebeca lutara por Jacó, Isaque, por Esaú: nações divididas dentro de casa.

3. Jacó e Raquel. O nome de Jacó significa “malandro”. Entretanto, no sul da Arábia e na Etiópia significa “que Deus proteja”.[3] Filho de Isaque e Rebeca, teria o nome de “malandro” devido o roubo da primogenitura do seu irmão, Esaú. Mais tarde recebe o nome de “Israel”. A partir de Israel, por intermédio dos seus doze filhos, começa a se “rascunhar” o projeto de povo e nação. A fidelidade de Israel a Deus, embora passando por provações, aponta para o nascimento de um povo. Jacó amava a sua esposa Raquel: a nação de Israel chorou sua morte e morte dos seus filhos por séculos.

Sobre esse trio de casais patriarcais e matriarcais, a carta aos Hebreus traz uma concepção de fé intrigante, na contramão do que popularmente se entende por resultados da fé no mundo evangélico:

“Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas, mas, vendo-as de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra” (11.13).

Paz e Bem!


[1] No aspecto antropológico, é o conjunto de famílias que se presumem ou são descendentes de ancestrais comuns.
[2] Os mais recentes estudos, embasados na teoria das fontes, formando uma tradição literária nos cinco primeiros livros da Bíblia (o Pentateuco), apontam quatro fontes principais presentes no texto contemporâneo do Pentateuco: a eloísta, a javista, a sacerdotal e a deuteronomista. (Para conhecer mais sobre essa tradição literária clique em As Tradições Orais do Pentateuco ― o texto é um trabalho de pesquisa apresentado à cadeira Antigo Testamento I da FATER - Faculdade de Teologia e Ciências Sociais do Recife ).
[3] Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p.1004.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Hoje a Assembleia de Deus faz 104 anos: Como vou comemorar?


Marcelo Oliveira de Oliveira

Hoje, 18 de Junho, comemoramos 104 anos de Assembleia de Deus no Brasil. A minha maneira de comemorar essa data é comentando uma recente pesquisa elaborada pelo cientista da religião Gedeon Freire de Alencar, publicada na Revista Reflexus (Ano VIII, n.12, 2014/12) ― uma revista especializada da Faculdade Unida, ES.

“Hoje diversos pastores assembleianos têm formação universitária. Quem são essas pessoas? O que pensam sobre os temas doutrinários e institucionais internos da denominação e também sobre os problemas externos que dizem respeito à sociedade em que vivem” (p.3): É o que pretende responder o pesquisador.
Nós, membros da Assembleia de Deus no Brasil, e de seus respectivos ministérios, precisamos compreender o “caráter continental” e plural da nossa denominação, respondendo às perguntas diretas, sem rodeios e honestas. Isso não significa elogio à pesquisa do doutor Gedeon, pois não podíamos esperar outra coisa de sua pena ― obras como “Protestantismo Tupiniquim”, “Assembleias de Deus” e “Matriz Pentecostal Brasileira” dão conta da seriedade e da competência do pesquisador. A questão é o que os ministros da Assembleia de Deus poderão fazer com informações que pretendem descortinar a realidade e a práxis ministerial de nossa igreja?

O público da pesquisa de Gedeon Freire de Alencar é formado por um universo de pessoas com o ensino superior completo, oriundo de diversas regiões do Brasil. Como a pesquisa foi feita via internet, a amostra da diversidade da denominação no país está garantida. Esses pastores são oriundos de diversas convenções regionais e estaduais ligadas às duas principais convenções nacionais: CONAMAD (Assembleia de Deus em Madureira) e CGADB (Assembleia de Deus da Missão); bem como convenções e ministérios autônomos e igrejas assembleianas diversas que reúnem pastores assembleianos independentes.

Entretanto, o pesquisador menciona um problema que pode mostrar um ponto fraco da pesquisa: é possível as perguntas terem sido respondidas por não-pastores assembleianos e sem formação de Ensino Superior. Todavia, o autor contrapõe essa dificuldade com a seguinte reposta: “com ou sem a titulação ‘pastor assembleiano’ ou o grau universitário, uma pessoa de fora desta igreja (sem conhecimento interno do funcionamento de suas estruturas, de sua história e teologia) não conseguiria responder, pois as questões pedem um conhecimento quase ‘esotérico’. Ademais, o questionário foi montado de forma que sem responder alguma pergunta não se podia avançar; ou seja, todas tinham respostas obrigatórias” (p.6). Como toda pesquisa científica que se preza, a informação completa e honesta deve ser repassada ao leitor, tanto o seu ponto positivo quanto o seu ponto negativo.

Em suma, a pesquisa está dividida em quatro grandes blocos: questões pessoais, doutrinárias, institucionais, políticas e sociais. Com respostas graduais que variam em absolutamente a favor, a favor, indiferente, contra e absolutamente contra.

Por isso, ser importante a os ministros e demais membros de nossa instituição acessar as informações dessa pesquisa, pois conhecê-las, entendê-las e pensá-las é necessário para propormos novos passos em cada universo local em que a nossa congregação estiver alocada. Sem dúvida, as informações do pesquisador Gedeon Alencar têm muito a nos acrescentar ministerialmente, culturalmente e institucionalmente.



Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2015.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Há algo podre nessa história: os dois lados da "blasfêmia da cruz"


Marcelo Oliveira de Oliveira

Os ânimos estão exacerbados no Brasil. Duas classes, dois movimentos e duas sociedades: assim querem dividir a nação brasileira. É a briga do “nós contra eles”. É o encontro de duas mentalidades extremistas e de interesses meramente particulares: o de classe e o de algumas instituições religiosas.
O “sacrilégio da cruz” ocorrido no último final de semana da Parada Gay gerou “gasolina” e “querozene” para os movimentos LGBT e de algumas lideranças evangélicas. Embora haja razões legítimas de uma parcela religiosa criticar o ato ignóbil praticado pelo movimento gay, é importante destacarmos que nessa história há algo de podre nos dois lados. Vejamos.
O movimento LGBT quer impor uma agenda de gênero à sociedade brasileira. Dizendo que tais identidades de gênero, isto é, a ideia de masculinidade e feminilidade, é uma construção cultural e histórica da sociedade, não tendo, portanto, as famílias o direito de conservar alguns valores morais que elas entendem por absolutos, quer por motivo religioso quer motivo ético.
Nada mais falso e desonesto!
Os gêneros masculinos e femininos são uma condição humana, uma determinação biológica e natural em que a sociedade que se encontra em torno desse indivíduo humano o reconhece como portador dessa condição natural e biológica. Não podendo, por isso, alterar a potencialidade condicionante desses gêneros nos seres humanos. As exceções (transexuais, hemafroditas etc.) não desconstroem essa condição humana natural. Embora o conceito de gênero seja uma construção humana, convencionada pelos povos para reconhecerem o fenômeno biológico e natural, neste caso, a convenção dos povos é certeira e precisa: masculino e feminino são fenômenos naturais que constituem em grau de importância a condição humana. Por isso, é uma piada de muito mal gosto a militância gay impor uma agenda desconstrutivista das identidades de gênero nas escolas, nas repartições públicas, nas instituições religiosas, nas famílias e em quaisquer esferas da sociedade, pois negar os gêneros tradicionais reconhecidos e apontados pela sociedade é negar a própria condição humana.   
Entretanto, isso não significa que o Estado, como de direito e republicano, deva se omitir quando pessoas do mesmo sexo se unem e constroem um patrimônio, uma herança e uma série de bens. O Estado precisa regulamentar tais relações e fenômenos sociais. Não reconhecer isso é não reconhecer o direito básico de um indivíduo seja ele quem for.
O problema é que o movimento gay não se contenta apenas em garantir determinados direitos legais. Ele que ir mais além. O movimento deseja mudar a cabeça dos cidadãos, suas mentes e corações, à força. O ódio é a base do movimento, pois sua ideologia está fundamentada nas lutas de classe, do confronto social entre “oprimido e opressor”. Neste caso, o oprimido é o movimento gay e o opressor é a sociedade brasileira.  
Por outro lado, temos um movimento evangélico em que alguns líderes religiosos aprenderam o caminho da eleição fácil. Em nome de uma agenda moralista, virou moda alguns pastores brasileiros elegerem vereadores, deputados e até senadores que os representam. Note bem: tais políticos representam uma instituição religiosa, uma agremiação evangélica e não a totalidade dos evangélicos que os elegeram, nem muito menos a sociedade brasileira.
Além disso, nas ditas “Marcha para Jesus”, sabemos que há dinheiro público envolvido nisso e, que no final das contas, o administrador público pedirá conta dessa “contribuição” no ano da eleição. Não é a toa que, aqui, no Rio de Janeiro, vimos uma incoerência marcante nas últimas eleições. O mesmo líder e tele-evangelista que vocifera contra o movimento gay apoiar o candidato do governo que mais contribuiu para a agenda gay nesse Estado.
Os líderes do Movimento Evangélico no Brasil precisam entender que a sociedade brasileira vem amadurecendo educacional e politicamente. De modo que, tal sociedade sabe diagnosticar quando um discurso é vazio de prática ― não dá para vociferar contra a promiscuidade alheia quando ela está dentro de sua própria casa. Infelizmente, a sociedade brasileira não está nos reconhecendo pela prática do amor e pela pregação do Evangelho, mas pelo embate, pela briga e pelo confronto.
A blasfêmia desse final de semana é só a ponta do iceberg do que ainda está por vim se esses extremismos não pararem por aí...

Paz e Bem!


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Conhecendo as Doutrinas Cristãs

Lição 1 – O Que é Crer
Lição 2 – Conhecendo a Bíblia
Lição 3 – Crendo para Interpretar a Bíblia
Lição 4 – Crendo no Deus Trino
Lição 5 – Crendo em Deus Pai
Lição 6 – Crendo em Jesus Cristo
Lição 7 – Crendo na Vinda de Jesus Cristo
Lição 8 – Crendo no Espírito Santo
Lição 9 – Crendo no Batismo com o Espírito Santo
Lição 10 – Crendo na Santa Igreja Cristã, a Comunhão dos Santos
Lição 11 – Crendo nas Ordenanças da Igreja Cristã
Lição 12 – Crendo na Graça de Deus
Lição 13 – Crendo Ressurreição do Corpo e na Vida Eterna

Quero agradecer a Deus pela alegria de ver mais um trabalho publicado. Nesse momento, passa um filme em nossa mente, e começamos a lembrar algumas coisas faladas lá atrás que se começa cumprir...
À minha esposa linda pela paciência e incentivo nos momentos mais intenso de produção textual ― igualmente, nos unimos também no momento de dor.
À Igreja Assembleia de Deus em São João de Meriti, comunidade onde congrego, e, particularmente, a pessoa do meu pastor Edgar dos Santos de Amorim, pela sua bênção e permissão de me afastar de alguns compromissos devido a esses trabalhos e outros literários.

Com muita humildade, peço aos amigos deste simples espaço que, na medida do possível, aprecie a leitura dessa revista. Foi um texto escrito com muita verdade e paixão no coração.

Paz e Bem!