sexta-feira, 29 de junho de 2012

UM COMUNICADO AOS MEUS CAROS LEITORES!

Prezados amigos e irmãos,

Paz e Bem!

       Como o que escrevo, escrevo-lhes porque é do coração. Me vejo forçoso a comunicar que passarei por um período "sabático", ou seja, férias. Todo esse mês de Julho não publicarei nenhum texto, pois guardo comigo uma resolução: férias é um período que procuro me dedicar a contemplação, a minha esposa e amigos. 
      Portanto, se for a vontade do Eterno estarei de volta no dia 01/08/2012. Que Ele, o Eterno, continue a ser o Esteio e o Tudo em vossas vidas.

      Nele, que trabalha, mas permite o descançar para a preservação da humanidade que ainda há em nós!

Marcelo de Oliveira e Oliveira
Rio de Janeiro, RJ.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

RIO + 20: DE ALGUNS OU DE TODOS?

Não é surpresa para ninguém o fiasco da RIO +20. E por um motivo simples: toda e qualquer decisão da cúpula é pensando no homem; é antropocêntrica. Nessa afirmativa, tenho de concordar com o teólogo Leonardo Boff, quando na Cúpula dos Povos reverberou: “não podemos pensar em desenvolvimento cujo elemento central é o homem”. Além do ser humano, há outros seres que participam do ciclo da vida na Criação.
No mundo contemporâneo, pensar no homem significa pensar com as categorias plenamente econômicas. Na verdade o que se chama de “Desenvolvimento Sustentável” é desenvolvimento com categorias do velho pensamento: o bem estar humano. Mas com a desculpa de bem estar humano, o poder econômico continua nas mãos de pouco. O trabalhador continua num regime de escravidão legal, pois ele vende o maior tempo de sua vida para ganhar salário indigno; apenas para sobreviver e dar o tempo que lhe sobra para a sua família.
Tudo é justificável para extrair a matéria prima da Terra sem a preocupação de repor. Com esse pensamento conseguimos destruir a beleza que Deus criou, e afundar-se mais ainda na insanidade de desenvolvimento econômico à custa dos maiores vitimados da máquina giratória: os explorados trabalhadores e a natureza.
O Sistema em que vivemos é perverso; o governo é injusto; o mundo é injusto. Todos pensam em si, e não no todo. É por isso que mais do que nunca precisamos ouvir o grito da Criação ecoado na voz do apóstolo Paulo: “a Criação geme como quem tem dores de parto”. O planeta está gritando, não aguenta mais o ser caído habitando sobre ele. Só resta-nos prostrarmos diante de Deus e confessarmos: somos egoístas, não amamos Deus, nem muito menos a sua bela Obra.
Quem sabe ao nos arrependermos, sinceramente, alguns de nós abriremos o caminho para engajarmo-nos, de fato, no Mandato Cultural conclamado pelo Criador, lá, no Éden: “Cultivem e arem a Terra”.
Ainda que a RIO+20 foi apenas de alguns, podemos transformá-la na RIO de todos. Na RIO da consciência, do respeito, do amor e de um grande pacto de esperança entre homens e mulheres conscientes à Casa que Deus nos permitiu morar. Mas não exita, em nenhum momento, pedir a sua conta cedo ou tarde. 

M.O.O.
Rio de Janeiro, RJ.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

MARINA SILVA: POR QUE A IMPRENSA BRASILEIRA NÃO A PROCURA NA RIO + 20?





Falar de desenvolvimento sustentável sem lembrar de Marina Silva, é fazer uma grande injustiça com esta que é a grande voz do movimento no Brasil. Quando candidata a presidência da república obteve quase 20 milhões de votos. E toda a sua campanha foi centrada no tema do “Sustentabilidade”.1 Ignorar Marina Silva, aqui no Brasil, no evento mais importante do âmbito mundial pela consciência da causa da sustentabilidade e proteção da biodiversidade do planeta, é desconsiderar quase 20 milhões de brasileiros que votaram pela política séria de Desenvolvimento Sustentável na última eleição — inclusive eu.   
Atualmente, no Brasil, não há ninguém com maior autoridade política que Marina Silva para falar do assunto. Senadora atuante da república, atuando coerentemente em defesa do tema; ex-ministra do Meio Ambiente no primeiro mandato do presidente Lula cuja saída demonstrou claramente o retrocesso da causa no Brasil. Marina Silva foi premiada várias vezes, nacional e internacionalmente, como conseqüência de suas posturas claras, coerentes e contundentes; apoiadas pela comunidade cientifica.
Os principais prêmios foram: Prêmio Goldman do Meio Ambiente pela América Latina e Caribe, nos Estados Unidos, 1996;2 em 2007, recebeu o maior prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) na área ambiental - o Champions of the Earth (Campeões da Terra), também concedido a seis outras personalidades mundias — o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore; o príncipe Hassan Bin Talal, da Jordânia; Jacques Rogge, do Comitê Olímpico Internacional; Cherif Rahmani, da Argélia; Elisea Gillera Gozun, das Filipinas, e Viveka Bohn, da Suécia —;3 e mais recentemente, em março de 2011, o perfil no Twitter de Marina, ganhou o prêmio Shorty Awards, considerado pelo estadunidense The New York Times como o "Oscar dos twitters".4
Se fosse listar, aqui, outros prêmios de Marina o post ficaria impraticável — o que, particularmente, me orgulha pois nenhum assembleiano ou, até mesmo, representante da comunidade cristã desse país alcançou tão alto prestígio diante dos homens do que ela; e tudo com ética cristã, lisura, coerência e magistral competência.
Então por que Marina Silva não é procurada pela grande mídia para falar do assunto? E muito menos pelas mídias cristãs? A quem interessa não dar voz a única pessoa, e mulher, repito mulher, no Brasil, politicamente mais capaz para falar do assunto?
Eu ensaiaria uma resposta: Porque ela não é “situação e nem oposição. Ela marca posição”. A perspectiva mariana de política é totalmente paradoxa a da pratica no Brasil.
Mas Marina está lá, na cúpula dos povos. Falou no último dia 19, véspera do desfile de incoerências dos chefes de estados. Veja o discurso de Marina e saiba o real motivo da seu desaparecimento da grande mídia. Mas ela, continua aqui, no Brasil e no mundo, marcando a sua posição:



Em seguida um encontro histórico de Marina com a ecóloga Servern Suzuki, a menina que calou os chefes de estados na ECO 92:






M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ



NOTAS

1 Segundo Leornado Boff desenvolvida dia 18, segunda-feira, na Cúpula dos povos.
3 Disponível em: http://www.time.com/time/specials/packages/article/0,28804,1841778
_1841779_1841801,00.html. Acesso em 22 Jun. 2012.
4 Disponível em:http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2011/03/30/
imprensa41257.shtml. Acesso em 22 Jun. 2012.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

RIO + 20: DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, RESPONSABILIDADE DE QUEM?





A ECO 92 foi um grito para o mundo: “O Desenvolvimento Econômico deve amalgamar-se ao Sustentável”. Esse eco ressoa a quase dois mil anos através do apóstolo Paulo: “A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra... Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto”.1 A desordem natural que o ser humano vive no mundo é um claro retrato do que o apóstolo denunciou há quase dois mil anos.
Em Junho de 1972, na cidade de Estocolmo foi sediado a Primeira Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente.2 Ali, participaram do evento apenas dois chefes de governo: o sueco ― anfitrião ― e o primeiro ministro da Índia, Indira Gandhi.3 Era só a gestação de um embrião que seria incorporado ás consciências das pessoas duas décadas mais tarde na ECO 92: há alguma coisa de errado com a natureza; ela não vai bem e o homem precisa fazer alguma coisa.
Como seres humanos contaminados pelo pecado, destruímos sistematicamente, século após século, a criação que o Eterno nos entregou a administrarmos (Gn 2.15). É incrível que haja pessoas que pensem como se fosse normal extrair intensamente a matéria-prima da natureza sem pensar em repor. Como se a natureza fosse uma fonte inesgotável e ilimitada de recursos. Foi preciso, então, um suposto geólogo ― o astronauta Harrison Jack Schmitt ― fotografar uma “imagem de 7 de dezembro de 1972, com um ciclone em cima do Oceano Índico visível no canto superior direito, fenômeno natural que provocara enchentes e devastação na véspera”4 para que um alerta e precípua preocupação fosse “recebida com comoção e logo adotada pelos ecologistas (assim se diziam, então) como símbolo de nossa fragilidade”.5
A ECO 92 incorporou o sentimento existente naquela reunião de Estocolmo ― no mesmo ano da divulgação da foto pelo astronauta ― onde o tema ecologia tornou-se uma consciência de desenvolvimento sustentável para as pessoas. A sustentabilidade passou ser objeto de preocupação de outros chefes de estado. De dois estadistas, a ECO 92 reuniu 108. Embora essas reuniões não apresentem ações concretas por partes das autoridades, a ECO 92 trouxe uma evidência crucial: o desenvolvimento sustentável passou a ser encarado pela sociedade espontânea e individualmente.
É com esse espírito que chegamos a RIO + 20. Este evento reunirá a cúpula das Nações Unidas para uma Conferência sobre o Desenvolvimento Sustentável, cujo tema central : É possível em meio a uma crise econômica, capitalista e global, fazer crescer economicamente os países sem devorar os recursos naturais, deixando a conta para a futura geração pagar?
A consciência necessária para uma visão equilibrada das nossas responsabilidades está estabelecida. A ECO 92 e as duas décadas pós-evento, mostraram que a sustentabilidade não pode ser encarada como responsabilidades de alguns.
A RIO + 20, como a ECO 92, não terá sucesso concreto através da cúpula das Nações Unidas. Mas o que, sem dúvida, podemos esperar é a estabilização da consciência espontânea da sustentabilidade pela sociedade civil. Esta anseia por pensar o amalgama entre desenvolvimento Sustentável e Econômico numa perspectiva holística: empresários e consumidores; agricultores e ambientalistas; governo e sociedade civil. Todos, numa mesma proporção, devem contribuir para o rumo desse novo século e milênio. A responsabilidade não é parcial, mas de todos. Afinal de contas, somos filhos do mesmo planeta chamado TERRA: a criação de Deus.


M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ.
       
               

NOTAS

1 Romanos 8.19-22 – NVI (Nova Versão Internacional).
2 A Terra Que Queremos. Veja, São Paulo, 13 de Jun. de 2012, p.94.
3 Ibidem, p.94.
4 Ibidem.
5 Ibidem.





segunda-feira, 11 de junho de 2012

QUAL O LIMITE DO HUMOR CRISTÃO

P.S.  A decisão do pastor Ricardo Gondim (http://www.ricardogondim.com.br/50anos/recesso-preciso-de-um-tempo ), só reforça o que postei abaixo nesse espaço. Antes de criticarmos ou discordamos de um pensador; pensemos que por trás dele há um pai, um filho, uma pessoa ou um pastor de uma comunidade inteira, que deposita nele toda confiança pastoral. Quero me solidarizar a Ricardo Gondim e a todos aqueles que, por exercer o ofício de pensar a fé, são bombardeados, não só na esfera do pensamento, mas na sua vida pessoal, social e psicológica. Deixo aqui, minha consternação e oração de lamentação!
 


Antes de iniciar a análise do objeto proposto neste espaço, quero esclarecer meu pleno compromisso com a liberdade de expressão. Acredito que o desenvolvimento em qualquer país, inclusive o da igreja local, no que tange a sua administração, passa pelo fortalecimento de suas instituições democráticas ― os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. E, indubitavelmente, pela livre expressão de pensamento via disponibilidade dos diversos meios de comunicação; seja o pensamento de caráter religioso ou filosófico.  
Isto posto, passo a analisar um fenômeno relativamente recente no espaço virtual evangélico: o Humor Cristão. Este é protagonizado por “blogs” e “sites” ditos “apologéticos” ― uso o termo “apologéticos” entre aspas para afirmar categoricamente, que nesses espaços o que se faz não é um exercício apologético, mas o polêmico. Todavia, não é esta a hora apropriada de adentrar na querela.
O humor cristão desenvolve uma abordagem satírica sobre personalidades supostamente ameaçadoras à reta doutrina cristã do meio evangélico brasileiro. Antes promovido nos arraiais ditos seculares ― o humor é um gênero artístico que foi (e é) muitas vezes usado para criticar a ditadura, a corrupção, a censura, etc. ―, a modalidade artística do humor ganhou ares no sagrado. Agora denominado cristão, ele é uma realidade presente no espaço virtual evangélico e até mesmo em alguns segmentos eclesiásticos sociais. Estes últimos, o exercem na informalidade, tendo como principal objetivo o entretenimento. Portanto, não há nenhum compromisso em discutir conteúdos da fé cristã.
O objetivo dessa manifestação virtual, dizem os representantes do movimento, é responder “apologeticamente” os desvios e as insanidades idealizadas em nome da fé dentro do movimento evangélico brasileiro. Logo, nessas insanas idealizações, são passíveis de críticas o pentecostalismo clássico, o pseudopentecostalismo e o neopentecostalismo. É bem verdade que “o movimento virtual apologético” procura desassociar o pentecostalismo clássico do pseudo e do neo. Mas poucos são os esforços para se fazer justiça à seriedade do desenvolvimento teológico pentecostal que vem crescendo nacionalmente. 
Nesses espaços virtuais, há interessantes manifestações para o público evangélico. Pois elas desnudam as práticas perniciosas ao Evangelho genuíno, usando da instrumentalidade inteligente e leve ― por que não dizer jocosa — sátira (as vezes sarcástica). As práticas antibíblicas desenvolvidas por alguns setores da igreja evangélica são os seus alvos, como por exemplo: a famigerada “Teologia da Prosperidade”, o “Movimento da Confissão Positiva” e os “Ministros da Palavra” que fazem negócios dela, explorando o povo de Deus ― estes últimos mais conhecido através dos televangelistas da prosperidade.
     É importante ressaltar que, como tudo na vida, nessa nova modalidade de expressão evangélica tem de haver limites muito bem demarcados. Pois do contrário, poderá se tornar apenas um emaranhado de piadas de mau gosto e simples exposição de pessoas.  
    Então, qual é o limite do humor cristão? O que deve regê-lo? Sem dúvida, são os princípios eternos da Palavra de Deus. Nela, encontramos conselhos contemporâneos para lidarmos sabiamente com o assunto ora exposto.
Analise comigo estas duas porções bíblicas: “Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12.30,21). Esses dois mandamentos denotam duas observâncias elementares que devemos certificar antes de tecer qualquer comentário, contra ou a favor de alguém; ou se posicionar a respeito de qualquer assunto cujo alvo seja pessoas: a primeira é o temor ao Senhor; e a segunda, o respeito pelo próximo.
O teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer quando comenta sobre o “desdenhador dos Seres Humanos”, em sua obra Ética, diz: “Deus ama o ser humano. Deus ama o mundo. Não um ser humano ideal, mas o ser humano como ele é, não um mundo ideal, mas o mundo real”. Complementando esse pensamento, Bonhoeffer ainda afirma: “Enquanto nós distinguimos entre piedosos e ímpios, bons e maus, nobres e ordinários, Deus ama o ser humano real sem distinção”. O teólogo alemão tem razão quando nos lembra que o ser humano idealizado por nós nem sempre é o existencial, o real. E a igreja idealizada em nossas mentes nem sempre é a real, a existencial. No entanto, ambos, ser humano e igreja, quando idealizados, mas não compreendidos na realidade existencial, não deixam ainda de ser o que são: obras criadas diretamente por Deus, segundo o conselho de sua sabedoria. E, portanto, são objetos do seu imenso e sublime amor.
Então, evoco os princípios de Marcos 12.30,31 para mostrar o risco de, ignorando tais observações, se cometer precipitações, exposições desnecessárias e injustiças com pessoas. Não podemos cometer os mesmos erros da mídia secular ― que em segundos acaba com a reputação de pessoas cujos anos foram muitos para constituí-la.
Voltando à mídia de natureza humorística evangélica, passo a exemplificar dois casos que demonstram o caminho tórrido que alguns espaços virtuais evangélicos podem trilhar com naturalidade. Lembro-me duma matéria veiculada em um blog. Era a exposição de uma simples irmã em estado de êxtase espiritual (não julgo aqui a legitimidade da experiência). Ela foi colocada como escárnio nacional para todos quantos quisessem ver. Certamente ela não sabia do vídeo sórdido que circulava a seu respeito. Outro exemplo foi uma reunião para mulheres de uma igreja local. Uma irmã as aconselhava sobre vestimentas femininas segundo a perspectiva cristã. Tal irmã fora tremendamente exposta a todos os internautas apenas pelo mau uso do vernáculo. Ou seja, de uma reunião local o público evangélico nacional passou a discutir um assunto que nada lembra a agenda apologética.     
Esses exemplos denotam a tragicidade que pode abarcar o humor cristão. Pois é semelhante ao caminho que o secular percorreu até chegar à sua atual degradação ― o caso mais clássico de repercussão nacional é o do ex-apresentador do CQC Rafael Bastos e a cantora, na época grávida, Vanessa Camargo.
       Jamais foi minha intenção, e não o é, usar este espaço para impor qualquer comportamento midiático. Até porque, além de ser antidemocrático, o fenômeno do humor cristão é passível de uma análise técnica mais pormenorizada. No entanto, o rumo que ele vem tomando pode ser passível de crítica.
       Não há dúvida que devemos denunciar o falso evangelho, o tirano sistema religioso e a negociata com o Palavra de Deus! Jesus fez isso quando necessário, os apóstolos o fizeram e, quando ameaçados, não se curvaram ao falso sistema religioso. Mas acima de tudo, eles temiam o Senhor e amavam pessoas. Era possível achar em suas palavras amor, ternura e sinceridade. Logo, o limite do humor cristão em qualquer espaço virtual ou social não pode ser outro, além desse: temer ao Senhor e respeitar o próximo. Se caminharmos no conselho de Cristo, temeremos o Senhor e erraremos menos; respeitaremos as pessoas e as decepcionaremos menos.
Nele, que não amou o homem ideal, mas o real; e que não ama a igreja idealizada, mas a existencializada. Paz e Bem!   

M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ. 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

CONFISSÃO DE UM JORNALISTA




Por

Lee Strobel


"Em minha carreira, traíra colegas para obter vantagens para mim e violara regularmente padrões legais e éticos em busca de histórias".


(Em defesa de Cristo, p.353.)


P.S. Tirem as próprias conclusões.

M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

REFLEXÃO DA TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA





O Discípulo de Jesus e os Falsos Profetas

“Os discípulos não devem pensar que poderiam simplesmente fugir ao mundo e, sem perigo, permanecer, com o pequeno grupo, no caminho estreito. Surgirão entre eles falsos profetas, e a confusão aumentará a solidão. Aí está alguém ao meu lado, externamente um membro da Igreja, um profeta, um pregador, a julgar pela aparência, pelas palavras e pela obra, um cristão; interiormente, porém, motivos obscuros o agregaram a nós; no seu interior, é um lobo voraz; sua palavra é mentira, e sua obra, ilusão. É hábil em manter o segredo, mas, em secreto, realiza sua obra das trevas. Está entre nós não porque a fé o tenha atraído a nós, mas porque Satanás o enviou. Talvez esteja buscando o poder e a influência, o dinheiro, buscando a fama por ideias e profecias próprias. Procura o mundo, não, porém, ao Senhor Jesus. Esconde seu objetivo obscuro sob o manto da piedade, aproveitando-se da credulidade dos cristãos. Confia que não será desmascarado nessa veste inocente. Sabe também que os cristãos estão proibidos de julgar, e ele lhes refrescará a memória oportunamente a respeito disso! Jamais um ser humano vê o coração de outro. Assim, ele desviará a muitos do caminho certo. Talvez ele mesmo tenha consciência de tudo isso; talvez Satanás, sua força motriz, lhe roube o conhecimento de si mesmo.”  

(Dietrich Bonhoeffer, “Discipulado, p.120”)


M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ.