sexta-feira, 13 de abril de 2012

JULGAMENTO PARA O ABORTO ANENCÉFALO II

        Ontem, dia 12/04/2012, o Supremo Tribunal Federal provou mais uma vez para a sociedade brasileira, que está disposto a legislar. Ele não cumpre o seu papel constitucional que é o de garantir a inviolabilidade da lei e aplicá-la rigorosamente de acordo com a carta magna do país.
Se por um lado o Congresso Nacional erra por fugir das suas responsabilidades ― não votando matérias polêmicas como o aborto, o PL 122, o código florestal, etc, ―, por outro, o Supremo Tribunal Federal peca por tentar fazer o protagonismo que cabe ao Congresso, a "Casa do Povo". Este fato enfraquece as instituição pública e mais ainda, a democracia.
        Por (8) oito votos a dois (2), ou seja, por ampla maioria, o Supremo entendeu ― eu digo "entendeu" porque o que ele fez foi a interpretação da carta magna, mas o fez como no entendimento de quem legisla e não como quem interpreta" ― que os fetos considerados anencéfalos não podem ter o direito resguardado por lei ao destino natural da vida.
Essa decisão implica em questões sérias, pois no julgamento do Supremo não há o amplo debate da matéria. Ninguém pôde responder com propriedade questões como:

1.      O anencéfalo realmente não tem cérebro?
2.      O tronco cerebral e o cérebro são a mesma coisa?
3.      Não há exemplos de crianças que sobrevivem a anencefalia?
4.      A criança com anencefalia não tem sensibilidade?
5.      Como se dará o processo de constatação de anecenfalia e a posterior interrupção da gravidez?

        Estas são algumas das diversas perguntas que jamais poderiam ser respondidas pelo Supremo, pois lá não há pessoas tecnicamente capacitadas para respondê-las. Logo, eles não têm autoridade técnica para julgar uma causa tão complexa como esta.
Somente, no Congresso Nacional, através de uma audiência pública, seria possível o amplo debate entre especialistas, mães, pais e demais representantes da sociedade civil.
        É uma lástima ouvir opiniões tão descabidas de jornalistas tarimbados, como a de Ricardo Boachat na Bandnews hoje pela manhã, a quem muito admiro, mas que, no entanto, não sabe absolutamente nada da complexidade do tema. É uma pena que a sociedade brasileira e, particularmente, o Congresso Nacional não sejam maduros o suficiente para discutir temas sem as radicalizações e demonizações entre as partes envolvidas. Este assunto exige equilíbrio ético e bom senso.
        Para os leitores se aperceberem da complexidade do tema, deixo a seguinte definição de anencefalia proferida pelo o Relatório do Comitê Nacional de Bioética Italiano:

A anencefalia consiste em malformação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural durante a formação embrionária.
Ao contrário do que o termo possa sugerir, a anencefalia não caracteriza casos de ausência total do encéfalo, mas situações em que se observam graus variados de danos encefálicos. A dificuldade de uma definição exata do termo "baseia-se sobre o fato de que a anencefalia não é uma má-formação do tipo 'tudo ou nada', ou seja, não está ausente ou presente, mas trata-se de uma má-formação que passa, sem solução de continuidade, de quadros menos graves a quadros de indubitável anencefalia. Uma classificação rigorosa é, portanto quase que impossível" (Comitato nazionale per la bioetica. "Il neonato anencefalico e la donazione di organi". 21 giugno 1996. p. 9. Relatório do Comitê Nacional de Bioética Italiano - 21 de junho de 1996. Versão em português: http://www.providaanapolis.org.br/cnbport.htm).

Paz e Bem!

M.O.O.
Rio de Janeiro – RJ.
     

quarta-feira, 11 de abril de 2012

JULGAMENTO PARA ABORTO ANENCÉFALO



Aguardemos a decisão do Supremo Tribunal Federal! Infelizmente podemos ser surpreendidos por mais uma decisão que atende, não ao princípio inviolável de direito à vida, mas a uma agenda militante.

Acompanhemos!

M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ

quarta-feira, 4 de abril de 2012

REFLEXÃO DA TEOLOGIA CONTEMPORÂNEA:

A CENTRALIDADE DE CRISTO NA TEOLOGIA



Por

Karl Barth

“Deverá ser evidente, no entanto, que o foco de sua atenção [a da Teologia] é o alvo da história de Israel e da palavra proclamada nela – e justamente por isso é a história de Jesus Cristo no testemunho das pessoas apostólicas do Novo Testamento. O que elas viram, ouviram e apalparam era a consumação da aliança na existência e epifania do parceiro humano obediente a Deus: do Senhor que viveu, padeceu e morreu como servo no lugar dos desobedientes, que ao mesmo tempo descobriu e cobriu a iniqüidade deles, que tomou sobre si e removeu sua culpa, que os re-uniu e reconciliou com seu parceiro divino. Elas perceberam que aquele que luta contra Deus fora vencido e superado na morte de Cristo. Perceberam na vida de Cristo um novo ser humano, o novo lutador por Deus – e assim viram que o nome de Deus era santificado, que seu reino chegava, que sua vontade era feita na terra. Foi-lhes concedido neste evento, acontecido no espaço e no tempo, “revelado na carne”, ouvirem a Palavra de Deus: como promissão, advertência e consolação dadas a todos seres humanos [...]”.        

Fonte: Introdução à Teologia Evangélica. 9. ed. São Leopoldo: Sinodal, 2007, p.24.   

 

segunda-feira, 26 de março de 2012

UM CHAMADO PARA AMAR A DEUS E O PRÓXIMO: Efésios 5.18-21; 6.5-9

Esboço do sermão pregado em um dos cultos semanais, no auditório Nels Nelson, da CPAD.


 

Por

Marcelo de Oliveira e Oliveira

 


 
I – INTRODUÇÃO À EPÍSTOLA AOS EFÉSIOS

1. A Universalidade da epístola:
·       É uma carta circular às igrejas de toda província da Ásia entre os anos 55-52 dC. Segundo Donald C. Stamps, editor geral da Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, pode ser a mesma carta aos Laodicences mencionada por Paulo em Colossenses 4.16.  
2. Aspectos gerais:
·       É a carta que forma o grupo das quatro epístolas do cativeiro: aos Filipenses, a Filemon, aos Colossenses e aos Efésios. Ou seja, Paulo está preso quando redige a epístola aos Efésios. Provavelmente em Roma.
·       O tema central de Efésios é: o desígnio de Deus que desde toda eternidade foi oculto durante séculos. Mas, foi revelado e realizado em Jesus Cristo para a sua Igreja (Cl 1.26,27: “o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações e que, agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória”).
·       Em Efésios 1.15,16 a fé da igreja centrada no Senhor Jesus e o amor mútuo praticado por ela são elementos destacados pelo apóstolo Paulo na vida daquela comunidade cristã. Estes são os motivos de agradecimentos a Deus por essa Igreja, demonstrados na oração do apóstolo.

II – ANÁLISE DA PERÍCOPE 5.18-21

Quando falamos de enchimento do Espírito, logo nos reportamos a experiência de Atos 2.1 No entanto, o capítulo 5 de Efésios trata o assunto numa perspectiva comportamental como fruto do verdadeiro relacionamento espiritual com Deus (vv.1-3). Vejamos:
1. O versículo 18: Embriagues (gr. methyskesthe), realça a ideia de falta de autocontrole; Libertinagem (gr. asôtia), significa excesso comportamental, imoralidade. Mas, a expressão “Enchei-vos” (gr. plêpousthe) denota a tese de ser dominado pelo Espírito, absolutamente controlado por Ele.    
2. Os versículos 19 e 20: Somos cheios do Espírito quando vivenciamos em comunidade o verdadeiro culto espiritual [aqui, cânticos espirituais é consequência espontânea do Espírito]. Pelo Espírito Santo somos capacitados a sermos sujeitos um ao outro em amor.
3. O versículo 21: O amor é o resultado de ser cheio do Espírito. É a consequência natural do verdadeiro culto a Deus. Denota um espírito de sujeição por AMOR ao outro. O ser cheio do Espírito implica no amor mútuo da comunidade que se chama pelo nome do Senhor — o ato de servir a Deus se dá em duas dimensões: a vertical e a horizontal. Na vertical, amando e temendo o Senhor de todo o coração e pensamento; e na horizontal, amando sinceramente o próximo como a si mesmo (Mc 12.30,31). Esses são os mandamentos do Evangelho.2  

III – QUESTÕES APLICATIVAS

Temos de viver o amor cristão em todo e qualquer ambiente que Jesus deva ser apresentado. Antes do compromisso matrimonial, maternal e profissional somos servos de Deus e irmãos em Cristo Jesus. Por isso podemos destacar alguns desdobramentos do amor na relação funcionário → patrão (Efésios 6.5-9):3
1. Nos versículos 5,6. Nossas motivações, enquanto funcionários, devem estar em acatar a autoridade do patrão em respeito, andar em sinceridade de coração e temor a Cristo.
2. Nos versículos 7,8. Fazer o bem e buscar a perfeição no que se faz, não por causa do patrão, apenas, mas por Cristo Jesus e para a própria realização humana e pessoal.
3. No versículo 9. O tratamento dos patrões para com os funcionários deve ser no mesmo espírito dos funcionários para com os patrões. A Bíblia NVI assim descreve esse princípio: “Vocês, senhores [patrões], tratem seus escravos [funcionários] da mesma forma” (grifo meu). Logo, o princípio que deve nortear o relacionamento de ambos, funcionários e patrões, é o da disponibilidade de um servir o outro em amor como quem serve ao Senhor (Ef 5.21). Contra isso, diz as Escrituras Sagradas, não há lei (Gl 5.22,23). Paz e Bem!

NOTAS

1 No livro dos Atos dos Apóstolos o evangelista Lucas se utiliza de um recurso linguístico particular para citar o cumprimento literal do batismo com o Espírito Santo, predito por Jesus Cristo: “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4) ― Pois Jesus havia dito: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). Ou seja, a expressão “e todos foram cheios do Espírito Santo” é sinônima a “mas vós sereis batizados com o Espírito Santo”.
2 É nessa perspectiva, do culto verdadeiro ao Senhor e da disponibilidade de um se sujeitar ao outro, em amor, que o restante do capítulo cinco de Efésios até o versículo nove do capítulo seis, trata o tema do inter-relacionamento entre “esposo e esposa”; “pais e filhos”; “patrões e funcionários”. O apóstolo Paulo denota que ambos, em amor, devem se sujeitar ao outro para fazer o bem e se amarem em Cristo Jesus.  
3 Esse princípio pode ser aplicado em outros relacionamentos. Aqui, escolhemos a relação patrão e funcionário porque quando este sermão foi exposto, o público alvo era formado dentro desse contexto.

Obs: Sermão publicado na revista “Manual do Obreiro”, 2º Trimestre de 2012, editada Pela CPAD.


M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ

sexta-feira, 16 de março de 2012

BACHAREL EM TEOLOGIA RECONHECIDO PELO MEC: UM DESAFIO PARA A IGREJA CONTEMPORÂNEA (PARTE II)


Prezados professores, entendemos o recado. Como bacharéis em Teologia, e reconhecidos pelo MEC, temos muito a dizer à sociedade. O nosso compromisso agora não é apenas com a igreja institucional, mas a partir desta, também com a sociedade atual; como afirma o teólogo britânico John Stott “somos sal e luz do mundo”.
A vida de Jesus de Nazaré mostra-nos como não podemos deixar de dialogar com aqueles que pensam diferente de nós. Assim disse o Dr. Paulo Roberto Gomes, “o diálogo abre portas para parcerias em tarefas comuns, para a convivência mais fraterna. Faz perceber as causas históricas das divisões e condenações, fatores de incompreensão de ambos os lados”.  
Entendemos que Teologia, segundo Karl Barth, “não pode ser feita de maneira desapaixonada”, mas com o objetivo de “superar os limites da lógica da razão moderna, apontando para a primazia do amor” e o perfeito compromisso com o Evangelho de Cristo. O teólogo tem uma dimensão profundamente teórica, mas vocacionalmente prática. Ele deve ter “Luz na mente e Fogo no coração”. Uma teologia sem espiritualidade é incompleta. Teologia também é Oração, Revelação, fogo que queima o interior. É instrumento que corrige, mas sentimento que acolhe. Não há teólogo sem espiritualidade!
Fazer teologia é pensar a fé. O ato de fé é o ponto de partida de toda Teologia. Logo, pensar a fé surge da espontaneidade daquele que crê. Por isso, Gustavo Gutiérrez diz que “a tarefa teológica é uma vocação suscitada e exercida no âmago da comunidade eclesial. Ela está a serviço da missão evangelizadora da Igreja”. Portanto, não há teólogo destituído da sua comunidade. Pois é a partir desta, que ele seguirá “os passos de Jesus, pondo em prática seus ensinamentos” e proclamando o Reino de Deus à sociedade.    

Senhoras e Senhores, encerro o discurso desta noite declamando uma poesia que retrata o anseio pelo compromisso prático com a sociedade na vida do ser humano e, por que não dizer, na de um teólogo. A autora dessa poesia é uma assembleiana. Que não é teóloga nos padrões convencionais da academia, mas trás em sua vida pública o exemplo do quanto se pode fazer teologia na vida, a partir da igreja, para a Sociedade:
            
Do arco que empurra a flecha
quero a força que dispara;
da flecha que penetra o alvo
quero a mira que o acerta.

Do alvo mirado
quero o que se fez desejado;
do desejo que busca o alvo
quero o amor por razão.

Só assim não terei armas;
só assim não farei guerras;
e assim fará sentido
meu passar por esta terra.

Sou o arco, sou a flecha;
sou o todo em metades;
sou as partes que se mesclam
nos propósitos e nas vontades.

Sou o arco por primeiro;
sou a flecha por segundo;
sou a flecha por primeiro;
sou o arco por segundo.


Buscai o melhor de mim
e terás o melhor de mim;
darei o melhor de mim
onde precisar o mundo.

(Marina Silva)


Muito Obrigado!

M.O.O.
Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 15 de março de 2012

BACHAREL EM TEOLOGIA RECONHECIDO PELO MEC: UM DESAFIO PARA A IGREJA CONTEMPORÂNEA (PARTE I)


Por

Marcelo de Oliveira e Oliveira

Obs: Discurso proferido no auditório da CGADB em ocasião da cerimônia de colação de grau da turma de teologia "Karl Barth", no dia 14/05/2011.


Ilustríssimo diretor executivo da CPAD e da FUNEC, Dr. Ronaldo Rodrigues de Souza;
Ilustríssimo diretor geral da FAECAD, Pr. Marcos Tuler;
Ilustríssimo coordenador do curso de teologia da FAECAD, Pr. Germano Soares;
Digníssimos professores e formandos,
Senhoras e senhores.

Sejam as primeiras palavras deste encerramento de curso: Muito Obrigado!

Em primeiro lugar, a Deus, que na força do Espírito Santo deu-nos graça, segurança e paz; e pela sua iluminação, a inteligência e o conhecimento para laborarmos a construção do pensamento teológico.
Aos familiares (Cônjuges, Filhos e Pais) pelo apoio inestimável, o incentivo diário e por compreenderem nossa ausência em momentos importantes do cotidiano. O fazer teologia é, de fato, um exercício solitário.
Aos professores que, peregrinando conosco, apontaram o caminho sólido e autônomo da formação intelectual. Vocês desenvolveram um trabalho formidável, dando-nos demonstrações de cumplicidade no exercício do magistério.     
A direção da FAECAD, seu corpo administrativo e pessoal de apoio. As diversas tarefas realizadas pela turma Karl Barth, só foram possíveis porque vocês depositaram em nós o apoio e confiança.  
Hoje, encerramos um ciclo de aprendizado científico e de vida. Iniciado há quatro anos, este ciclo presenteou-nos momentos marcantes de parceria entre professores e alunos.  Foram muitas as trocas realizadas com os mestres: as fontes disponíveis de pesquisa, os debates em sala, os seminários. A cada teólogo que conhecíamos, ampliava-se mais nossa bagagem intelectual e éramos todos convidados a despertar o senso crítico.
Inseridos no contexto de diálogos e reflexões teológicas, nos preocupamos com o rumo que algumas comunidades eclesiásticas de nosso país tomaram. Constatamos que uma atividade acadêmica pioneira podia ser desenvolvida na FAECAD. Em 2009, junto à orientação do corpo docente; planejamos, organizamos e executamos o primeiro fórum teológico de nossa faculdade cujo tema era: “A Reforma ainda Fala?”.
Os objetivos do fórum eram claros: dar uma resposta à subversão que o evangelho vem sofrendo, facilitar o acesso da comunidade eclesiástica à reflexão teológica e aproximar a comunidade acadêmica da sociedade. Sem objetivar, portanto, qualquer interesse financeiro. Entendemos que o pensamento teológico deve ser desenvolvido e compartilhado a partir da das comunidades eclesiásticas vizinhas.
O sucesso do fórum muito nos animou! Percebemos que o corpo discente poderia contribuir eficazmente com a FAECAD. Assim, pela coordenação do acadêmico Walter Magno, foi aprovada pelo corpo discente da instituição, e em assembleia realizada no auditório do Júri, a fundação do primeiro Diretório Acadêmico de Teologia da FAECAD.  Demos o pontapé inicial desta empreitada acadêmica. Desejamos aos atuais acadêmicos da FAECAD todo sucesso à continuidade deste engajamento intelectual.
A turma de formando, Karl Barth, tem a consciência do papel pioneiro que exerceu ao longo desses quatro anos de FAECAD. Este reconhecimento não denota-nos qualquer sentimento de orgulho narcisista, mas o de ter compreendido a formação do ensino superior em Teologia como nova dimensão de responsabilidade eclesiástica e acadêmica. Dentre nós, sairão pastores, missionários, professores e cientistas da religião. Pessoas que souberam aproveitar a oportunidade desse engajamento intelectual e espiritual.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PARABÉNS AOS 447 ANOS DA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, ETERNAMENTE MARAVILHOSA!



O Rio de Janeiro está comemorando hoje 447 anos, 1 de Março de 2012. Apesar de não termos muito a comemorar, numa perspectiva política, — a cidade vive a maior crise ética na política nunca vista antes nas esferas dos governos estadual e municipal — o povo do Rio de Janeiro, simpático por natureza, continua a tocar a vida com muito trabalho e muita luta. E o nosso patrimônio natural, que rendeu o título de uma das sete maravilhas do mundo contemporâneo, encanta esplendorasamente cariocas, brasileiros e estrangeiros — o mundo.
Aproveito a oportunidade para pedir as autoridades públicas que, embora não acredite no sentimento de amor pela cidade destes representantes que aí estão, tenham no mínimo responsabilidade com as nossas Praias, Florestas e Jardins; Educação, Saúde e Segurança; Ética Pública, Honestidade e Fraternidade; mas acima de tudo, com a nossa GENTE TRABALHADORA. Também, chamo atenção das igrejas cariocas! Que façam a sua parte em cuidar da cidade, porque afinal de contas, o Dono dessa maravilhosa jardineira nos colocou como seus mordomos.

Um abraço à cidade maravilhosa do Rio de Janeiro,

M.O.O.
Rio de Janeiro – RJ.