segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Sobre a Liderança Religiosa na Política Partidária

"Intelectual na política é quase sempre errado. É sempre errado. A práxis não deixa espaço para pensar; pensar é muito sutil, enrascado, complexo, multiplica as alternativas."

"Escrevemos, escrevemos, escrevemos. Clamamos no deserto. O clube do poder tem as portas lacradas e calafetadas."

(Otto Lara Resende)

Ouvi o ensino de Otto Lara Resende nos lábios de um grande pensador. Ele dizia que o intelectual não pode entrar na política devido à natureza desta ser contra as virtudes da intelectualidade: honestidade, respeito e sinceridade. O jogo político não deixa margem para o “pensar” honesto, o respeito mútuo e a sinceridade sobre o fato dos acontecimentos.
Agora pergunto: se um intelectual tem essa clara noção, o que um pastor de igreja está fazendo na política partidária?
Conversando com um padre (bela pessoa que tive o prazer de conhecê-la neste final de semana) sobre diversos assuntos, ele me perguntou: o que você acha de religiosos na política partidária? Mostrei a ele minha opinião radical contrária ao pastor de igreja atuar na política partidária. De modo que ele me replicou: Ora, as Escrituras são tão claras: “Pode o homem servir a dois senhores?”

P.S. Segundo o Código de Direito Católico da Igreja Romana, o padre que atuar na política partidária não pode permanecer à frente da Paróquia. Ou seja, para seguir na carreira da política partidária, o padre não pode estar na frente de uma comunidade de fé.


Paz e Bem!

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